quarta-feira, 26 de maio de 2010

De lixo a magna escultura




domingo, 29 de março de 2009

Minha primeiro entrevista

Fiquei muito tempo sem postar no CHIP-NOVO, mas isso tem um motivo de força maior. Durante, quase, um mês fiquei trocando contato com o - grafiteiro - Eduardo KOBRA.
Para quem não sabe: eu sou uma universitária, de jornalismo, e participo do blog malagueta101.blogspot.com que é trabalhado pela turma do 3º semestre do curso.
Mas o mais importante é: eu consegui uma entrevista com um grafiteiro que admiro - o Kobra!

Falamos sobre pichação, grafite, sobre seu mural na 23 de Maio, a ajuda que a prefeitura deu, seu trabalho conjunto com um arquiteto e urbanista da USP e muito mais. A entrevista foi filmada e logo será publicada no Malagueta, mas enquanto isso para matar um pouco da curiosidade dos leitores, curiosos e blogueiros que passam por aqui indico que todos passem no Malagueta - clique aqui - e leiam uma introdução desta minha primeira entrevista - já havia participado de outras entrevistas, mas nunca como única repórter.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Súplica cearense - a situação que volta aos pensares por meio da voz jovem



Composição: Luiz Gonzaga
música regravada pelo O Rappa

Uou ô ô.... (vocalização)

Oh Deus, perdoe este pobre coitado
Que de joelhos rezou um bocado
Pedindo pra chuva cair, cair sem parar

Oh Deus, será que o senhor se zangou
E só por isso que o sol se arretirou
Fazendo cair toda chuva que há

Oh Senhor, eu pedi para o sol se esconder um pouquinho
Pedi pra chover, mas chover de mansinho
Pra ver se nascia uma planta, uma planta no chão

Oh meu Deus, se eu não rezei direito,
A culpa é do sujeito
Desse pobre que nem sabe fazer oração

Uou ô ô.... (vocalização)

Meu Deus, perdoe eu encher os meus olhos de água
E ter-lhe pedido cheio de mágoa
Pro sol inclemente se arretirar, retirar

Desculpe eu pedir a toda hora pra chegar o inverno
E agora o inferno queima o meu humilde Ceará

Oh Senhor, eu pedi para o sol se esconder um pouquinho
Pedi pra chover, mas chover de mansinho
Pra ver se nascia uma planta, uma planta no chão ê ê

Uou ô ô.... (vocalização)


Ganancia demais
A chuva não cai mais
Corro demais
Política demais
Tristeza demais
Interesse tem demais
Ganancia demais
A Fome demais
A Falta demais
Promessa demais
Seca demais
A chuva não tem Mais
Ganancia demais
Chuva tem não tem não tem é demais
Pobreza demais
Povo tem demais
(mistura alguns trechos)
O povo sofre demais...

domingo, 1 de março de 2009

O Circo - Charlie Chaplin


Estava refletindo - revivendo alguns momentos da minha infância, por causa de um post que li em algum Blog - e lebrei de um tempo em que um professor de História, da minha 5ª série, passava filmes que assistiamos na escola para depois responder algumas perguntas (um tanto quanto complexas para recém-saidos da infância) de atividade. Os filmes que o prof. mais gostava de passar era os de autoria do saudoso Charlie Chaplin.
Apesar de achar (naquela época) chato assistir filmes preto e branco e sem aúdio - com aquelas legendas que nem ao mesnos passa enquanto ocorre os fatos, esses filmes me marcaram muito. Hoje ADORO Charlie Chaplin, sua história e seus pensamentos!
Por isso divido com vocês essa maravilhosa experiência!

Sinopse
O vagabundo, Carlitos, é abordado por um ladrão mas não percebe que colocara uma carteira roubada em seu bolso para escapar do flagrante. Logo é perseguido por alguns policiais, que o confundi com o batedor de carteiras, até mesmo em uma sessão do circo que estava na cidade.
A perseguição chega a se passar até mesmo dentro do espetáculo, sendo confundido pelo publico como uma hilariante brincadeira, sendo logo contratado pelo dono, que aproveita do nobre vagabundo. Mas acaba como porteiro do espetáculo.
Neste seu novo cargo se apaixona pela acrobata (em cavalo amestrado) - filha do dono do circo.
Carlitos descobri que o equilibrista também gosta da mocinha, ele tenta competir com o rival, mas compreende que o amor de sua amada pertence ao seu adversário.
O vagabundo deixa o circo, onde era explorado, e segue em frente, sozinho.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Antigas Atuais

O Hefil, grande cartonista d'O Pasquim, tem suas tiras publicadas hodierno em jornais como o jornal O Globo - que sempre se recusou a publicá-las, na época em que foram feitas -, mesmo por que seu valor continua tão atual quanto na época de sua criação.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

HOJE VENDO PEIXE FRESCO

conciso? com siso
prolixo? pro lixo
José Paulo Paes

O homem chega à feira e lá encontra seu compadre, arrumando os peixes num imenso tabuleiro de madeira. Cumprimentam-se. O feirante está contente com o sucesso do seu modesto comércio. Entrou no negócio há poucos meses e já pôde até comprar um quadro-negro pra badalar seu produto.
Atrás do balcão, num quadro-negro, está a mensagem, escrita a giz, em letras caprichadas: HOJE VENDO PEIXE FRESCO. Pergunta, então, ao amigo e compadre:
— Você acrescentaria mais alguma coisa?
O compadre releu o anúncio. Discreto elogio a caligrafia. Como o outro insistisse, resolveu questionar. Perguntou ao feirante:
— Você já notou que todo dia é sempre hoje? — E acrescentou: — Acho dispensável. Esta palavra está sobrando...
O feirante aceitou a ponderação: apagou o advérbio. O anúncio ficou mais enxuto. VENDO PEIXE FRESCO.
— Se o amigo me permite — tornou o visitante —, gostaria de saber se aqui nesta feira existe alguém dando peixe de graça. Que eu saiba, estamos numa feira. E feira é sinônimo de venda. Acho desnecessário o verbo. Se a banca fosse minha, sinceramente, eu apagaria o verbo.
O anúncio encurtou mais ainda: PEIXE FRESCO.
— Me diga uma coisa: por que apregoar que o peixe é fresco? O que traz o freguês a uma feira, no cais do porto, é a certeza de que todo peixe é fresco. Não há no mundo uma feira livre que venda peixe congelado...
E lá se foi também o adjetivo. Ficou o anúncio reduzido a uma singela palavra: PEIXE.
Mas, por pouco tempo. O compadre pondera que não deixa de ser menosprezo à inteligência da clientela anunciar, em letras garrafais que o produto aí exposto é peixe. Afinal, está na cara. Até um cego percebe, pelo cheiro, que o assunto, aqui, é pescado...
O substantivo foi apagado. O anúncio sumiu. O quadro-negro também. O feirante vendeu tudo. Não sobrou nem a sardinha do gato. E ainda aprendeu uma preciosa lição: escrever é cortar palavras.

(Revista Imprensa, abril/95)

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Mural de grafite trás década de 20 ao cotidiano

O muro do acesso ao viaduto Tutóia, na Avenida 23 de Maio, zona sul de São Paulo, que tinha uma cor um tanto quanto esquisita – ocre - tem hoje uma obra de arte do artista Kobra que esta presenteando a cidade neste seu aniversário de 455 anos. Com um mural de grafite com cenas da década de 20 - de quase mil metros quadrados.
Mas este mural durou cerca de 4 meses sendo negociando com a Prefeitura, foram preciso muitos e-mails, reuniões e uma colaboração extra do Secretário Municipal das Subprefeituras, Andrea Matarazzo, para conseguir a autorização. A aprovação mesmo só saiu no dia 2 de janeiro, e por isso Kobra deu início apenas no dia 5. Com auxilio de mais 6 artistas conseguiu fazer o painel, que ainda hoje tem sido retocado, em 20 dias, para isso a equipe trabalhou incansavelmente de “segunda a segunda, das 8h às 20h”.
Sem patrocínio Eduardo Kobra gastou cerca de R$ 15 mil a R$ 10 mil, que ele paga do próprio bolso.

Seu trabalho e de sua equipe para ser executado tem como área de trabalho apenas o pequeno espaço na calçada, de um metro de largura, que dividem com as escadas e equipamentos. E para não percorrer toda a longa calçada, e assim não perder um belo tempo sem chuva, Kobra e sua equipe tiveram, enquanto o trabalho era mais ardo, que pular o muro varias vezes.
O prefeito de São Paulo, Kassab, acompanhado pelo secretário municipal das Subprefeituras, Andrea Matarazzo, visitou no dia 24, a obra e presente do Kobra.

Segundo Porto Cultura :
Kassab elogiou muito o trabalho e disse que a Prefeitura pretende incentivar os grafiteiros a pintar em diversos outros pontos da cidade.

O artista contou a jornalistas que a obra tem durabilidade de cerca de dois anos e que um verniz garante que esse prazo seja de cinco anos. Ao ouvir o comentário de Kobra, o secretário Matarazzo disse que a Prefeitura vai se encarregar de conseguir o verniz para a proteção da obra.